Não te quero...
mas morro de medo de um outro alguém te querer.
Não te posso...
mas é só te olhar e fico a sofrer.
Não entendo...
o que o medo e o vazio fazem aqui.
Fazem reboliço,confusão bagunçam tudo dentro de mim.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
O QUE HÁ
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas
Essas e o que falta nelas eternamente
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas
Essas e o que falta nelas eternamente
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
terça-feira, 20 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Fui ali conversar com Deus...
E perguntei porque tem que ser assim?
Quando fujo, te encontro.
Quando te quero, não te tenho....
Quando sonho sofro...quando vejo finjo...
Porque?
Porque viver é esse recriar doloroso?
Porque nosso "pra sempre" não passou dentro de mim?
E mais uma vez, é apenas um dia, uma semana, um pensamento, uma fase...
Mais um ciclo se fechando...é a minha estrada sem você.
É o meu rio não desaguando em seu mar...
Mais um "the end".
É o meu rio não desaguando em seu mar...
Mais um "the end".
terça-feira, 13 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
E hoje eu acordei assim...
Com a leve sensação de que dormir era melhor que acordar.
Permanecer na cama...me faria sentir melhor do que levantar.
Tive sonhos que de tão bom só poderiam mesmo...ser sonhos.
Telefone toca, é a realidade me chamando.
Acorda menina!!!!!
Já raiou o sol, já passou das dez, tanta coisa a se fazer e você fica aí, parada, deitada, querendo voltar para um sonho que jamais se tornará realidade.
Mas,de onde ele veio? Quem autorizou entrar em minha mente? O que pensei antes de dormir? Será que a culpa foi minha?
Não sei...só sei que ele vem se repetindo a dias, e a nossa história inacabada nele tem um final...e é feliz,doce sonho.
Leves suspiros me vem, é o meu romantismo idealizando o impossível, é o meu desejo brigando com a minha razão.
Talvez eu tenha lido Platão demais, idealizado demais, realidades que ficam apenas na minha imaginação.
A perfeição me persegui, me sufoca, me leva pra um mundo onde ninguém entra e eu simplesmente não saiu!
Ficamos ali, naquela última ligação, naquela última mensagem, na nossa expectativa do reencontro...
Ficamos na ansiedade dos anos que se passaram, na proibição dos nossos olhares, nos nossos olhares que em meio a tanta gente sempre nos denunciou.
Ficamos na ansiedade dos anos que se passaram, na proibição dos nossos olhares, nos nossos olhares que em meio a tanta gente sempre nos denunciou.
Ficamos apenas no primeiro amor, aquele de meninos, aquele tão sonhado, que injustamente alguém afastou.
E todos os poemas que fiz, todos os amores que tive que não me fizeram te esquecer, todos os sonhos que ainda tenho...ficam aqui.
Nas minhas palavras soltas, que vão e voltam e não param em lugar algum.
Apenas aquele tão esperado primeiro beijo, aquele olhar de medo, aquela inocência de tantos e tantos anos atrás,a curiosidade do que poderíamos ter sido é o que fica...
Nas minhas palavras soltas, que vão e voltam e não param em lugar algum.
Apenas aquele tão esperado primeiro beijo, aquele olhar de medo, aquela inocência de tantos e tantos anos atrás,a curiosidade do que poderíamos ter sido é o que fica...
Assinar:
Comentários (Atom)

